Mostrando itens por tag: Pé de sapato para quem precisa

    Belo Horizonte/MG, 2016. Nas ruas da cidade, Élida Rodrigues teve sua atenção despertada para o descarte de bom número de sapatos, de modelos diferentes, em lixeira pública. Todos pareciam – e eram – novos. Mais curioso ainda: nenhum deles formava par.

    Com os produtos em casa, procurou entender o caso. Rapidamente, encontrou a resposta. O mercado e a indústria os descartavam depois de usados para demonstração ou vendidos a pessoas com perda de um dos membros inferiores.

    Élida saiu em busca de parceria para projeto de inclusão social. Encontrou apoio no Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi), através do qual foi montada rede logística e institucional com alcance em todo o país.

    Hoje, o Projeto Ímpar atende milhares de unípedes no Brasil. São pessoas de baixa renda, com perda de um membro inferior, para quem o par de sapatos gera sobra. Segundo a administração do projeto, o sistema funciona da seguinte maneira: Triagem e Curadoria: Cada calçado passa por verificação rigorosa.

    Vitrine de Esperança: Os itens são fotografados e disponibilizados em site exclusivo. (www.projetoimpar.com).
    Autonomia do Unípede: Os beneficiários cadastrados podem entrar no portal e selecionar, por conta própria, o modelo que melhor atende à sua necessidade e gosto pessoal.

    O projeto envia os sapatos aos beneficiados sem qualquercusto. As despesas ficam por conta de parcerias com a iniciativa privada.

    Roraima
    O Rotary Club de Boa Vista- Caçari também abraçou a causa. Em contato com a administração do projeto, as rotarianas Cláudia Oliveira e Luíza Feitosa iniciaram a identificação das necessidades locais.

    Feito e recebido o pedido, o clube fez a entrega dos primeiros pés de sapatos aos beneficiados.

    O venezuelano Carlos pediu sapato social para ir à igreja e tênis, para o dia a dia. Recebeu dois tênis e um sapato. Ele perdeu a perna direita. Carlos agradeceu o presente.“São muito bonitos. Muito
    obrigado”.

    O drama do roraimense Altevir Gonçalves de Souza, 56 anos, conhecido como Cachorrão, começou em acidente de trânsito, em 2021.

    Internado por três anos na UTI do HGR, precisou da amputação da perna direita depois de infectado por bactéria hospitalar. Altevir recebe o benefício de Pessoa Com Deficiência (PCD). Sempre envolvido com trabalhos sociais, preside a Associação dos Desportistas Amadores do Bairro Hélio Campos, com projeto esportivo no chamado Campo do Cachorrão, dedicado a jovens atletas.
    - Adorei os novos tênis, comemorou ele. São excelentes. Leves e confortáveis. Já vou estrear hoje, lá no campo. Agradeço ao projeto e ao Rotary. Agora espero a prótese para a perna. Eu uso uma gambiarra, feita por amigos, sonha Cachorrão.

    Quem sabe dá certo?

     

    O venezuelano Carlos recebe o sapato e tênis enviados pelo Projeto Ímpar

     

    Cachorrão, à esquerda, e a garotada do projeto social no Bairro Senador Hélio Campos

    Publicado em Cidades
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