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Sábado, 14 Março 2026 19:35

Achamos o Max

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Os animais perdidos continuam a fazer parte do nosso cotidiano. Depois do cão Jorge – lembram-se dele? – no ano passado, agora aparece o gato Max. Diferente do Jorge, todo exibido, o bichano tem estilo recatado, na dele.

Aos fatos.

Sábado à noite, nossa cadela, Gucci, golden retriever, deu a maior corrida em um gato que passeava no quintal. O felino sumiu. Estranhamos a reação dela, sempre amigável com outros animais.

Pela madrugada, a Gucci me acordou, inquieta. Farejava o quarto, arranhava a porta para sair, enfim, devia estar com sede ou vontade de fazer suas necessidades, pensei. Continuou com o comportamento estranho na sala, cozinha, quintal, como se estivesse à caça de algum invasor. Nada de anormal encontrado, voltamos ao quarto.

Pela manhã, a Gucci continuava inquieta. Assim permaneceu à tarde, sem qualquer indício de algo diferente na casa. O motivo de tanto desespero foi descoberto pelo João Marcelo, nosso filho. Ele encontrou o gato escondido no box do banheiro principal.

Começava ali a operação retirada do felino. A Gucci foi trancada na sala de vídeo, enquanto ele acomodava o gato na varanda, sem dar chance de a dupla se encontrar. A partir daí, tem início a segunda fase do processo: tentar encontrar os donos do animal.

O João Marcelo postou aviso em suas redes sociais locais sobre o gato perdido. Rapidamente, alguém respondeu com mensagem postada pelos donos na véspera, inclusive com foto do gato.

A última fase da operação foi a mais gratificante. Feito o contato por telefone, um casal bastante simpático, acompanhado de duas filhas pequenas, parou o carro defronte de casa. Ansiosos, queriam saber se o Max (nome do bichano) estava conosco. O dono o encontrou escondido debaixo do carro, tranquilo.

Eles estavam muito emocionados. Só depois de contada a história de vida do Max pudemos entender a reação. O gato, de 12 anos, foi atropelado quando era pequeno. O acidente exige, até hoje, medicação a ser aplicada duas vezes ao dia. Foram quase 48 horas sem o remédio. Dócil, amigo, o animal é parte integrante da família. Nunca havia fugido. Estava a quase um quilômetro de casa. Baita susto, mas com final feliz.

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Fernando Quintella

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