Nem bem nos recuperamos da ressaca da Copa do Mundo, com a eliminação precoce do Brasil, e os burocratas da aviação já enfiam outro pepino – alimento quase sempre indigesto - na salada de quem viaja. Algumas empresas aéreas passarão a cobrar a marcação de assentos para passageiros com tarifas promocionais, caso você rejeite o lugar escolhido, aleatoriamente, pelo sistema da empresa.

Você odeia viajar na poltrona do meio ou nas últimas fileiras fundo do avião? Reze. A chance de cair nessas opções é de 1/3 dos casos. Parece pouco, mas torna-se preocupante quando nos lembramos da Lei de Murphy - “se pode dar errado, dará errado no pior momento possível”.

Mas a sempre atenta empresa aérea pode garantir sua preferência por módicos reais. Acesse o site da empresa, marque a sua opção, tenha à mão o velho e bom cartão de crédito – amigo de todas as horas nos tempos modernos – e boa viagem.

Imagine o custo de uma família com quatro pessoas, na mesma viagem, cada uma delas sentada em filas diferentes. Juntá-las oneraria o orçamento do grupo. Ou pode causar problemas ao ambiente a bordo. Afinal, com o comportamento expansivo – para dizer o mínimo – de nosso povo, seria normal presenciarmos cenas de comédia se a turma começasse a conversar à distância, em voz alta. Como controlar o desconforto?

Li que a medida já é adotada em países do Primeiro Mundo. E daí? Nosso campo de jogo situa-se no Brasil, onde certas agências reguladoras andam caolhas ao direito do consumidor faz tempo.

Evito repetir piadas, mas hoje não resisto. Depois de reduzirem a comida – em alguns casos, cobram -, cobrar despacho de bagagem e, agora, marcação de assentos, só falta as empresas aéreas cobrarem couvert artístico pelas informações passadas pela equipe de bordo durante o voo.

Boa viagem!

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